“Meu Senhor e meu Deus!”

Do Encontro com a Palavra, Pe. Lourival S. da Cruz.
2º Domingo da Páscoa, Ano A.

At 2,42-47; 1Pd 1,3-9; Jo 20, 19-31

 

2º Domingo da Páscoa, também conhecido e celebrado por nós como Domingo da Divina Misericórdia, declarado no ano de 2000, pelo Papa São João Paulo II, durante a celebração da canonização de Santa Faustina.

A liturgia deste domingo nos insere, mais uma vez, no dinamismo de Deus. Sempre pronto a nos perdoar concede um novo recomeço, infundi em nossos corações sua e nos revela sua misericórdia. Esta é a razão de não perdermos a esperança, de permanecermos em comunhão, mesmo nos tempos de isolamento social.

Na alegria do Cristo ressuscitado nos encontramos diante do Altar do Senhor, pelo desejo expresso do coração, bem como em cada pedido de intenção e oração. Pela fé, na Esperança e no Amor, estamos unidos em “um só coração e uma só alma”, dando graças ao Senhor ao Senhor, porque Ele é bom e eterna é a sua misericórdia”.

Jesus ressuscitado aparece no lugar onde os discípulos se encontravam, certamente escondidos, com medo.  Penso que para aqueles que se perguntam o porquê de ir à missa ou questionam aqueles que vão, poderiam ouvir como resposta o testemunho de como vocês se encontram. Quanto vazio experimentamos na medida que nos afastamos do Alimento Eterno, a Eucaristia. O quanto é difícil nos mantermos fiéis, na vivência de uma vida convertida e na perseverança da escuta da Palavra do Senhor, na comunhão fraterna, na fração do Pão e nas orações.

Jesus se manifesta na comunidade. Hoje a comunidade, o povo reunido se faz presente em sua casa, o altar deve ser o seu coração. Estamos reunidos não por medo dos judeus como outrora sentia os discípulos. Mas, cada um traz consigo a dor, o vazio, a angustia, as incertezas e os medos. Os tempos podem ser outros, mas os sentimentos são bem parecidos.

É interessante observar a narrativa do Evangelho. Primeiro temos a aparição de Jesus aos Apóstolos, eles ainda não tinham feito a experiência com ressuscitado. E o medo será superado com a saudação da paz, o cumprimento das promessas do Senhor: “Eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não vos perturbeis nem vos acovardeis. Ouvistes que vos disse que vou e voltarei para visitar-vos (Lc 14,27).

Temos de Jesus, nosso Mestre e Senhor, a missão que foi confiada a ele pelo Pai, recebemos d’Ele o Espírito Santo. É bom lembrar que não se trata do dom do Espírito em forma visível e pública como acontecerá em Pentecostes, mas como o primeiro dom do Cristo ressuscitado à sua Igreja, no momento em que a constitui e a envia ao mundo. O gesto de soprar recorda a criação do homem e a ressurreição dos mortos. É como a criação do homem novo e da mulher nova, preenchidos pelo poder do santo Espírito em virtude da ressurreição de Jesus.

Recordando o que já foi dito, Jesus se manifesta na comunidade. No entanto Tomé não se encontra no meio deles e recusa a crer. “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Agora, o medo não dita o ritmo da comunidade pois sua esperança e confiança encontra-se no Senhor, Ele está vivo no meio de nós e os envia para serem suas testemunhas.

Acompanhemos os gestos de Jesus. Tem compaixão da desconfiança de Tomé e na sua infinita bondade concede as provas pedidas por ele. Nesse gesto de acolhimento a incredulidade se transforma em ato de fé, “Meu Senhor e meu Deus!”.

Quantos de nós, também, caminhamos na dúvida e na desconfiança dos testemunhos uns dos outros. Tomé, não acredita na comunidade. Tem como parâmetro a si mesmo. Como é difícil aceitar o que Deus tem a dizer, sem que seja dito diretamente a mim mesmo. É claro que exageros existem e por isso é preciso pedir o discernimento do Espírito. Imagino o quanto é difícil para alguns, terem que falar sobre Deus e dar razões de sua fé nesse contexto de Pandemia.

Portanto, que Deus na sua Divina Misericórdia nos conceda a graça de sermos tolerantes com os que tem dificuldades em crer. Para que saibamos envolver em nossas orações os que padecem, os que combatem de forma direta esta Pandemia e que acreditam somente na força da razão, da ciência como fonte de esperança, cura e libertação deste mal.

Oremos pelos que sofrem a dúvida da fé e até mesmo os incrédulos. Concede-nos Senhor o dom da fé, para que possamos “te amar por quem não te ama; te adorar por quem não te adora; esperar por quem não espera em Ti e pelos que não creem. Estamos aqui!!!”

6 Responses

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